A luz do sol anunciava
Que era manhã, no fim do verão
Sobre lençóis delicados, se esticava
Antes de decidir pôr os pés no chão
Interrompeu o silêncio com um gemido
Som abafado do seu espreguiçar
Sorriu, talvez sem nenhum motivo
E, descalça, se pôs caminhar
Só, se despiu sem nenhum pudor
E tratou de procurar algo para vestir
“Algo bom para usar no calor”
Nem pensava aonde ir
Achou uma camisa manga-longa
(Modelo masculino)
Vestiu e desceu a escada
Quando escutou um burburinho
Seus pés nus tocaram a grama
Verde e fértil do quintal
Contornou a piscina que ama
E fitou, da cerca, um casal
O homem moreno errou a fala
Ela apenas sorriu
Sua namorada preferiu saudá-la
Evitando um clima hostil
…”Fugimos de São Paulo no feriado”
…”Não tínhamos nenhum plano”
…”Um trânsito ferrado…”
…”Estamos adorando!”
_ Espero que aproveitem o litoral!
Dito isso, sorriu e se virou
E logo ouviu o silêncio total
Eco de algo que mudou.
Tags: acordar, cobiçar, Contos Absurdos, litoral, Poesias Abstratas, sol da mãnhã
Julho 19, 2007 às 4:11 pm |
Os detalhes ficaram ótimos rapaz…
E outra…eu tenho uma caneta para te emprestar…
Abraço
Julho 19, 2007 às 5:36 pm |
hmmmmm…conheço alguem assim….
Julho 26, 2007 às 6:37 am |
Que final intrigante. E aí? Gostei do clima. Valeu a espera, Bic Azul.
Julho 26, 2007 às 10:27 am |
Espectacular!
Parabéns
Julho 26, 2007 às 2:03 pm |
Muito interessante…
Julho 27, 2007 às 1:25 pm |
bic… essa historia ficaria linda desenhada…