Baterias vazias
Braços retráteis retraídos
Um led vermelho lentamente se apaga
Capacitores perdem sua carga
E ele permaneceria assim para sempre
Se não tivesse chegado onde estava
É terça de manhã
Ele não sabe a diferença das horas
Ele apenas se apaga
Não há ninguém para religá-lo agora
(…)
Não se sabe se ele previa
A corrosão que os anos trariam
Um sensor captara a poça de teor alcalino
Uma esperança vinda dos céus, o movera até ali.
Um raio rasgou os céus
Num dia de uma semana qualquer
E ninguém viu quando, em meio à fumaça escura
Algo se moveu
É possível que não conhecesse a solidão
É provável que fosse incapaz de criar
E mesmo que não estivesse em sua programação
É certo que, de alguma forma muito particular,
Sabia o que era a vida.
Tags: a.i., asimov, blade runner, Contos Absurdos, energia, esperança, Poesias Abstratas, renascimento, robôs, sobrevivencia, vida, wall.e
Dezembro 11, 2007 às 11:23 pm |
parece ficção, mas não é… muitas vezes achamos que não sobreviveremos. até que…
gostei muito da sua ‘poesia absurda’!
Dezembro 12, 2007 às 11:32 am |
adoro qdo vc aborda este lado…
gostei da musicalidade….
Dezembro 13, 2007 às 3:13 am |
lindo.. muito lindo..
realmente parece ficçao
mas os sobreviventes somos nohs!
…;*
Dezembro 13, 2007 às 5:58 pm |
Muito bom, sobrevivente!
Os absurdos e abstratos que se encontra por aqui são muito hilários!
Até a volta…
Dezembro 14, 2007 às 5:05 am |
Lembrou-me de um tio engenheiro (são quase máquinas) que faz anos dia 11 de dezembro.
Dezembro 24, 2007 às 1:17 pm |
nossa… esse final… caramba, Bic… caramba!
Parabéns!
Beijos