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	<title>Absurdos &#38; Abstratos</title>
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	<description>Página do bic azul. Contos Absurdos, Poesias Abstratas, Crônicas do Cotidiano, variações, misturas, invenções, narrativas experimentais. Nesta página, bic azul rabisca escritos sobre os assuntos que tenta entender. E você? Entende a minha letra?</description>
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		<title>Absurdos &#38; Abstratos</title>
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		<title>do absurdo.</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 21:15:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bic azul</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos Absurdos]]></category>
		<category><![CDATA[Absurdo]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Cores]]></category>
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		<description><![CDATA[Então nasceu um dia como nenhum outro. O sol brilhou azul num céu vermelho vivo, com poucas nuvens alaranjadas.
As florestas estavam todas prateadas, onde papagaios cinzas se camuflavam. Nas savanas rosadas, zebras multicoloridas corriam como antes, pois os leões, cujas jubas agora mais lembravam labaredas, jamais distinguiram as cores.
A mudança na cor do cimento fez [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=absurdosabstratos.wordpress.com&blog=1533579&post=124&subd=absurdosabstratos&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Então nasceu um dia como nenhum outro. O sol brilhou azul num céu vermelho vivo, com poucas nuvens alaranjadas.</p>
<p>As florestas estavam todas prateadas, onde papagaios cinzas se camuflavam. Nas savanas rosadas, zebras multicoloridas corriam como antes, pois os leões, cujas jubas agora mais lembravam labaredas, jamais distinguiram as cores.</p>
<p>A mudança na cor do cimento fez a cidade adquirir um constrangedor tom de azul cueca. Pelo asfalto branco gelo, cada vez mais sujo de poeira verde limão, pessoas olhavam seus carros e pensavam no problema que teriam para mudar a documentação para a nova cor.</p>
<p>Especialistas analisavam, de dentro de seus ternos bordô e escritórios démodés, os impactos das mudanças na coloração em tudo – da economia à moda e, em menor escala, no meio ambiente. Nada concluíram.</p>
<p>Quando a noite oliva caiu, estrelas fúcsia cintilaram ao redor de uma lua púrpura.</p>
<p>Na TV, que agora mais lembrava uma caixa de luzes difusas com um rádio acoplado, uma mulher sugeria que alguma mudança no nosso sol pudesse ter causado o fenômeno. Um homem de voz irritante, falava de gases atmosféricos que determinavam a luminância das cores. Ambos se baseavam na mesma teoria: “Não vemos as coisas. Vemos a luz que reflete nas coisas. Cada superfície e substância reagem de determinada forma”.</p>
<p>O psicólogo defendeu: “Sabemos que isso é azul porque alguém nos disse isso quando crianças. Quem garante que o seu azul é o meu?“</p>
<p>Um médico, muito polido, dizia que uma possível pandemia poderia ter atingido a população mundial, causando um transtorno ótico ou cerebral: “Nossos olhos absorvem a luz e identificam as cores por células chamadas ‘cones’. Um daltônico, por exemplo, possui um problema nestes cones para determinadas frequências de onda”</p>
<p>Todos ficaram em silêncio. Não pela propriedade com que ele dizia, mas pela palavra “pandemia” inserida no discurso.</p>
<p>A apreensão era tamanha, que ninguém percebeu os furos enormes nas teorias.</p>
<p>Menos de 24 horas após o ocorrido, a imprensa já havia desinformado o suficiente. Ninguém sabia de nada. O que fazer na falta de fatos? O que os humanos fazem melhor: inventá-los.</p>
<p>Místicos falavam enigmaticamente de energias se revelando, mas não diziam coisa com coisa. Alguém falou de Nostradamus e achou alguma frase com sentido distante para explicar.</p>
<p>Religiosos viam os sinais do apocalipse, que só poderiam vir de um Deus muito estravagante.</p>
<p>Os paranoicos balbuciavam ataques alienígenas, armas governamentais e dominação mundial, como fosse necessário dominar algo hoje em dia.</p>
<p>Para decepção de muitos, mesmo diante de tamanho frenesi, nada mais aconteceu.</p>
<p>Mais de 72 horas depois, nada mais acontecia. Ninguém adoeceu, nenhum meteóro, OVINI, inversão polar ou desastre natural. As pessoas tiveram de voltar ao trabalho e aos estudos.</p>
<p>Já se passava um mês. E com a rotina, alguns decidiram por adotar as novas cores &#8211; ou não deram importância ao fato. Outros, incomodados, trataram de buscar com extrema dificuldade, tintas para tentar voltar suas propriedades ao antigo visual.</p>
<p>Os que conseguiram, se arrependeram ao ver que o trabalho árduo apenas os fez destoar do mundo nonsense.</p>
<p>Incomomodados ou acomodados, os olhos das pessoas convivem bem com o novo espectro. As agências de turismo ganharam atrativos para os antigos clientes. “Relaxe nas águas douradas do Caribe”, “Conheça as misteriosas pirâmides negras do Egito”. O setor nunca esteve tão aquecido.</p>
<p>Agora, pergunto de todo o coração: se até mesmo as esmeraldas se tornaram castanhas, por que seus olhos continuam tão verdes a me hipnotizar?</p>
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		<title>replay.</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 16:35:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bic azul</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesias Abstratas]]></category>
		<category><![CDATA[ciclos]]></category>
		<category><![CDATA[vício]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[por viver, envelheça
por envelhecer, conheça
por conhecer, entristeça
por entristecer, entorpeça
por entorpecer, se perca
por perder, enlouqueça
por enlouquecer, desapareça
por desaparecer, permaneça
por permanecer, cresça
por crescer, apareça
por aparecer, mereça
por merecer, viva.
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>por viver, envelheça<br />
por envelhecer, conheça<br />
por conhecer, entristeça<br />
por entristecer, entorpeça<br />
por entorpecer, se perca<br />
por perder, enlouqueça<br />
por enlouquecer, desapareça<br />
por desaparecer, permaneça<br />
por permanecer, cresça<br />
por crescer, apareça<br />
por aparecer, mereça<br />
por merecer, viva.</p>
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			<media:title type="html">bic azul</media:title>
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		<item>
		<title>vai luzir.</title>
		<link>http://absurdosabstratos.wordpress.com/2009/08/17/vai-luzir/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 21:30:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bic azul</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesias Abstratas]]></category>
		<category><![CDATA[esperança]]></category>
		<category><![CDATA[luzir]]></category>
		<category><![CDATA[passado]]></category>

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		<description><![CDATA[Um minuto e nada mais:
Uma palavra sagaz?
Um desejo audaz?
Um gesto incomum?
Um instante atrás
Poderia ser mais
Completo e capaz,
Como outro nenhum
(&#8230;)
Mas algo mudou
O instante passou
Uma luz se apagou
Se tornou só mais um
Vislumbrar o futuro
É muito inseguro
(o passado é obscuro!)
Luz em três, dois, um.
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Um minuto e nada mais:<br />
Uma palavra sagaz?<br />
Um desejo audaz?<br />
Um gesto incomum?</p>
<p>Um instante atrás<br />
Poderia ser mais<br />
Completo e capaz,<br />
Como outro nenhum</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>Mas algo mudou<br />
O instante passou<br />
Uma luz se apagou<br />
Se tornou só mais um</p>
<p>Vislumbrar o futuro<br />
É muito inseguro<br />
(o passado é obscuro!)<br />
Luz em três, dois, um.</p>
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			<media:title type="html">bic azul</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>tempestade.</title>
		<link>http://absurdosabstratos.wordpress.com/2009/08/13/tempestade/</link>
		<comments>http://absurdosabstratos.wordpress.com/2009/08/13/tempestade/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 16:31:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bic azul</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos Absurdos]]></category>
		<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>
		<category><![CDATA[tempestade]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[A vida se vai
Como pedra no abismo
E eu, curioso, assisto
Por puro comodismo.
Mas a vida também flutua
Feito pluma, feito ave
E eu, feliz, a sopro e assopro
Antes que ela se acabe.
A vida queima em mim
Porque nela há vontade,
Porque nela há um fim.
Em calmaria ou tempestade,
No amor e na maldade,
No orvalho e no jasmim,
Não há mentira nem verdade.
A [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=absurdosabstratos.wordpress.com&blog=1533579&post=118&subd=absurdosabstratos&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>A vida se vai<br />
Como pedra no abismo<br />
E eu, curioso, assisto<br />
Por puro comodismo.</p>
<p>Mas a vida também flutua<br />
Feito pluma, feito ave<br />
E eu, feliz, a sopro e assopro<br />
Antes que ela se acabe.</p>
<p>A vida queima em mim<br />
Porque nela há vontade,<br />
Porque nela há um fim.</p>
<p>Em calmaria ou tempestade,<br />
No amor e na maldade,<br />
No orvalho e no jasmim,<br />
Não há mentira nem verdade.<br />
A vida é fato, a vida é assim.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/absurdosabstratos.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/absurdosabstratos.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/absurdosabstratos.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/absurdosabstratos.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/absurdosabstratos.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/absurdosabstratos.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/absurdosabstratos.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/absurdosabstratos.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/absurdosabstratos.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/absurdosabstratos.wordpress.com/118/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=absurdosabstratos.wordpress.com&blog=1533579&post=118&subd=absurdosabstratos&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>intervalo*.</title>
		<link>http://absurdosabstratos.wordpress.com/2009/06/04/intervalo/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 17:59:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bic azul</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesias Abstratas]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[inércia]]></category>
		<category><![CDATA[rotina]]></category>
		<category><![CDATA[sonhos]]></category>

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		<description><![CDATA[* Uma homenagem simplista às pessoas que fariam tudo, se fizessem alguma coisa.
Vou abrir minha empresa
Vou voltar a estudar
Vou malhar na academia
Vou parar de fumar
Vou fazer tudo que eu sonho assim que o meu medo passar
&#8230;ou que o mês virar
Agora só faltam quinze prestações
Mas talvez eu não viva mais quatro estações.
Vou comprar uma casa
Mas com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=absurdosabstratos.wordpress.com&blog=1533579&post=116&subd=absurdosabstratos&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><h6><em>* Uma homenagem simplista às pessoas que fariam tudo, se fizessem alguma coisa.</em></h6>
<p>Vou abrir minha empresa<br />
Vou voltar a estudar<br />
Vou malhar na academia<br />
Vou parar de fumar</p>
<p>Vou fazer tudo que eu sonho assim que o meu medo passar<br />
&#8230;ou que o mês virar</p>
<p>Agora só faltam quinze prestações<br />
Mas talvez eu não viva mais quatro estações.</p>
<p>Vou comprar uma casa<br />
Mas com que salário?<br />
Vou jogar na loteria,<br />
Vou ficar milionário!</p>
<p>Vou fazer algo altruísta<br />
Não vou mais querer ser capa de revista.</p>
<p>Mas vou tentar<br />
Só falta um pouco mais.<br />
Vou revolucionar o mundo inteiro<br />
Assim que entrarem os comerciais.</p>
<p>&#8230; (ou talvez vá ao banheiro)</p>
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		<item>
		<title>detalhes.</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 22:11:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bic azul</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[O cimento que cobriu
aquele pouquinho de terra
que deixava a árvore da calçada
beber quando chovia.
O arco-íris que surgiu
por uns segundos,
quando a tropa de choque
usou a mangueira dos bombeiros
para conter os manifestantes.
O frio na barriga
do primeiro beijo.
O ardor no peito
de uma paixão,
ou de um infarto.
A planta ornamental
que morreu no escritório
à vista de todos
porque não pode pedir
a ninguém [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=absurdosabstratos.wordpress.com&blog=1533579&post=107&subd=absurdosabstratos&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>O cimento que cobriu<br />
aquele pouquinho de terra<br />
que deixava a árvore da calçada<br />
beber quando chovia.</p>
<p>O arco-íris que surgiu<br />
por uns segundos,<br />
quando a tropa de choque<br />
usou a mangueira dos bombeiros<br />
para conter os manifestantes.</p>
<p>O frio na barriga<br />
do primeiro beijo.<br />
O ardor no peito<br />
de uma paixão,<br />
ou de um infarto.</p>
<p>A planta ornamental<br />
que morreu no escritório<br />
à vista de todos<br />
porque não pode pedir<br />
a ninguém que a regasse</p>
<p>O necessitado que morre nas ruas<br />
pedindo a alguém que o ajude</p>
<p>O verso incompleto e amassado<br />
Jogado ao vento<br />
e nele flua como pluma<br />
entre os carros da avenida.</p>
<p>A ânsia de vômito<br />
do primeiro assassinato.<br />
E o brilho do olhar<br />
do quarto, quinto, sexto&#8230;</p>
<p>O êxtase do prazer que chegou<br />
E a fugacidade com que se foi<br />
A ordem cumprida contra vontade<br />
E o paciente curado com placebo</p>
<p>Você viu?<br />
Prestou atenção?<br />
Eu estava lá.</p>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>tempos modernos.</title>
		<link>http://absurdosabstratos.wordpress.com/2009/03/11/tempos-modernos/</link>
		<comments>http://absurdosabstratos.wordpress.com/2009/03/11/tempos-modernos/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 04:46:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bic azul</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos Absurdos]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas do Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[celular]]></category>
		<category><![CDATA[Confusão]]></category>
		<category><![CDATA[engraçado]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[modernidade]]></category>
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		<category><![CDATA[simplicidade]]></category>
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		<description><![CDATA[_ Sabe&#8230; – disse Carlos, que tinha uma irritante mania de ser reticente – os celulares&#8230; deviam ter, tipo&#8230; um aviso nas caixas&#8230;
_ Como aqueles fetos mortos dos cigarros? &#8211; questionou Pedro, já meio distantes desde o “Sabe&#8230;” &#8211; ouvi dizer que dá câncer.
_ Não&#8230; é&#8230; Isso também&#8230; – Carlos tomou uma difícil decisão: voltar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=absurdosabstratos.wordpress.com&blog=1533579&post=101&subd=absurdosabstratos&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>_ Sabe&#8230; – disse Carlos, que tinha uma irritante mania de ser reticente – os celulares&#8230; deviam ter, tipo&#8230; um aviso nas caixas&#8230;</p>
<p>_ Como aqueles fetos mortos dos cigarros? &#8211; questionou Pedro, já meio distantes desde o “Sabe&#8230;” &#8211; ouvi dizer que dá câncer.</p>
<p>_ Não&#8230; é&#8230; Isso também&#8230; – Carlos tomou uma difícil decisão: voltar ao assunto inicial antes que se esquecesse completamente dele – quero dizer&#8230; algo mais como aquelas&#8230; aquelas telas azuis de propaganda de remédio&#8230; ”Se persistirem os sintomas&#8230;”</p>
<p>_ É “A persistirem” – Pedro retificou de imediato, mesmo sem ter certeza.</p>
<p>_ É&#8230; foda-se. Algo assim.</p>
<p>_ Hmmm – desinteressou-se Pedro.</p>
<p>_ &#8230; – irritava Carlos.</p>
<p>_ Dizendo o que? – perguntou Pedro com a leveza suavemente aborrecida dos ausentes. Na verdade, ele percebera que não tinha muito mais o que fazer, além de ter aquela conversa.</p>
<p>_ É&#8230; ”Felicidade não incluída”. – concluiu Carlos, com um meio sorriso e um longo suspiro.</p>
<p>_ Com hífen?</p>
<p>_ &#8230;. acho que sim.</p>
<p>_ Porque tem essa reforma aí. – disse o distante e perspicaz Pedro.</p>
<p>_ É&#8230; é foda.</p>
<p>_ Por que, hein?</p>
<p>_ Ah&#8230; Junta um bando de&#8230; professores ou algo assim&#8230; e falam: “Queremos vendar mais dicionários”, aí&#8230;</p>
<p>_ Não, to falando do&#8230;. – Pedro não era reticente. É que Carlos não parou de falar.</p>
<p>_ Deve ser tudo culpa da Internet e&#8230;</p>
<p>_ Celular. – Pedro concluir a sua frase, não a de Carlos.</p>
<p>_ Isso! &#8230; e do celular. – disse Carlos, que se animou mesmo assim.</p>
<p>O silêncio pairou e viu que não tinha nenhum motivo especial. Foi embora.<br />
_ Um aviso na caixa? – não que Pedro estivesse mais atento. Na verdade, a palavra “Celular” ecoou, vagando pela sua mente à procura de algo para se associar. Deu nisso.</p>
<p>_ É&#8230; eu acho que tinha que ter&#8230;</p>
<p>_ Tinha sim. Que aviso?</p>
<p>_ “Felicidade&#8230; não incluída”.</p>
<p>_ Tipo os brinquedos que vinha sem pilhas? Eu ficava mordido com aquilo. – disse Pedro.</p>
<p>_ Ah&#8230; Eu também, cara&#8230; eu também&#8230; – concordou Carlos.</p>
<p>_ Todo mundo! – globalizou Pedro.</p>
<p>_ E o celular&#8230; é assim: mil funções&#8230; &#8211; suspirou o irritante Carlos.</p>
<p>_ O Steve Jobs não para. – Pedro continuava a soltar a primeira coisa que lhe vinha à mente, sem prestar a mínima atenção.</p>
<p>_ &#8230; e nenhuma&#8230; te abraça. – desabafou Carlos.</p>
<p>_ Acho que por serem pequenos, né?</p>
<p>_ Não é isso&#8230;</p>
<p>_ Soube que os japoneses fizeram um aplicativo de iPhone que simula o uma pegada nos peitinhos. – lembrou Pedro.</p>
<p>_ Não é nada disso. Eu não sou idiota. Mas, digo&#8230; – Carlos falou sério.</p>
<p>_ Não é idiota. – disse Pedro, convicto.</p>
<p>_ Mas&#8230; Pra que serve se&#8230;. ninguém te liga? – Carlos encheu os olhos de lágrimas.</p>
<p>_ A tarifa é alta. – disse o óbvio e distraído Pedro.</p>
<p>_ A Juli&#8230; ela&#8230; ela&#8230; me traiu, Pedro. – soluçou Carlos. Cinco vezes.</p>
<p>_ Se vocês tiverem a mesma operadora, vão economizar.</p>
<p>_ Digo&#8230; sei que&#8230; eu errei com ela.</p>
<p>_ Errar é humano. Perdoar é divino.</p>
<p>_ Mas eu sou&#8230; humano – secou as lágrimas &#8211; e não vou perdoá-la!</p>
<p>_ Somos o que somos.</p>
<p>_ Foi ela&#8230; que quis passar o Ano Novo com os pais dela lá na praia&#8230;</p>
<p>_ Ah, o verão.</p>
<p>_ Eu não podia&#8230; era meu plantão, poxa.</p>
<p>_ Obrigações primeiro.</p>
<p>_ Aí mandei uma mensagem&#8230; “feliz ano novo, amor”. É&#8230; o que eu queria dizer&#8230;</p>
<p>_ Ah, o amor.</p>
<p>_ Ela leu&#8230; e passou a noite toda&#8230;. beijando aqueles&#8230;.. aqueles saradões lá da praia.</p>
<p>_ Traição pérfida!</p>
<p>_ &#8230; ei&#8230; isso&#8230; não é um&#8230; pleonasmo?</p>
<p>Agora uma pausa para nosso momento científico:</p>
<p>É comum que duas pessoas percam o fio da meada ao conversar. Especialmente sob o efeito de alucinógenos proibidos no Brasil.</p>
<p>Mas não era este o caso. Em seu estado normal, a mente humana tende a se questionar, às vezes. É uma manifestação, muitas vezes não verbal, que pode ser definida como o fenômeno do “que porra é essa?”.</p>
<p>O fato é que a pergunta de Carlos trouxe Pedro de volta de onde quer que ele estivesse até a pouco, com uma delicadeza digna de um mamute.</p>
<p>Voltemos à nossa animada(!) conversa.</p>
<p>_ Você ta me dizendo que a Ju fez isso contigo porque você passou uma mensagem de “Feliz Ano Novo”?</p>
<p>_ É&#8230; – envergonhou-se Carlos – Mas é que tinha um paciente esperando então&#8230; acabei não lendo antes de enviar.</p>
<p>_ E daí?</p>
<p>_ Eu tava usando aquele&#8230;. T9, sabe?</p>
<p>_ Não. O que tem?</p>
<p>_ Você&#8230; nunca usou? Facilita na hora de escrever e&#8230;</p>
<p>_ Não sei. Não tenho celular. – disse Pedro, com toda naturalidade.</p>
<p>_ Mas&#8230; Não tem?</p>
<p>_ O que você escreveu pra minha irmã, cara?  &#8211; Pedro quase se alterou.</p>
<p>_ “feliz com novo amor”.</p>
<p>_ Sem vírgula.</p>
<p>_ É&#8230; sem vírgula.</p>
<p>_ Por causa do celular?</p>
<p>_ Isso&#8230;</p>
<p>_ Hahahahahahahaha!</p>
<p>_ São as mesmas teclas&#8230;</p>
<p>_ Hahahahahahahaha!</p>
<p>_ É sério, porra&#8230;</p>
<p>_ Aiai&#8230; E por que você não desfaz logo esse mal entendido? – Pedro limpou outro tipo de lágrimas.</p>
<p>_ Ela beijou doze caras!</p>
<p>_ Ao mesmo tempo? – Pedro é fã do Kevin Smith.</p>
<p>_ Escuta&#8230; porque você não tem celular?</p>
<p>_ Não sei. Não gosto, eu acho.</p>
<p>_ Mas assim ninguém vai te achar&#8230;</p>
<p>_ Você me achou, não foi?</p>
<p>_ É&#8230;</p>
<p>_ E eu vim pra chácara.</p>
<p>_ Eu&#8230; eu sou um idiota, Pedro&#8230; – lamentou Carlos.</p>
<p>_ Não é idiota. &#8211; repetiu Pedro, convicto.</p>
<p>_ &#8230; &#8211; Carlos sorriu em silêncio.</p>
<p>_ A Juli vai rir muito dessa história. Ela te ama. Sabe Deus o porquê, mas ela te ama. – disse Pedro dando um “tapinha” mais forte que o necessário em Carlos.</p>
<p>_ Mas&#8230; doze?</p>
<p>_ Quem te disse isso?</p>
<p>_ Sua prima me ligou ontem.</p>
<p>_ É só papo de prima. Vou lá pra dentro. Os pernilongos estão me roendo.</p>
<p>_ Já vou&#8230; – Carlos pensou sozinho olhando para o reflexo das estrelas na água, ou através dela, perdido em seus pensamentos.</p>
<p>_ No máximo nove. &#8211; Pedro resmungou no caminho para a casa.</p>
<p>_ O QUÊ? – gritou Carlos.</p>
<p>_ NOVELA DAS NOVE! – respondeu Pedro.</p>
<p>[Epílogos são só pra quem gosta mesmo de ler. Continue, se quiser.]</p>
<p>Carlos lembrou de “Titanic”, o primeiro filme que assistiram juntos. Não parece  grande coisa, mas era uma boa lembrança.</p>
<p>Ele jogou o celular na água e ficou feliz. Mas se arrependeu em seguida, porque podia tê-lo vendido no Mercado Livre. Mas teria que conviver com isso.</p>
<p>Quis logo ligar pra Juli e meteu a mão no bolso vazio. Lembrou que Pedro não tinha celular nem telefone na chácara e saltou num mergulho perfeito no lago que tinha a profundidade impressionante de meio metro.</p>
<p>Pedro ouviu o barulho e saiu de casa gritando algo sobre baterias alcalinas envenenando a natureza. Achariam o aparelho no dia seguinte com lama até os chips.</p>
<p>Carlos foi correndo e pingando pra vendinha mais próxima e comprou todos os seis cartões que havia lá. Ela riu e chorou por umas duas horas.</p>
<p>Resolveram morar juntos e passam bem, obrigado. Pedro secou o celular ao sol e ele funcionou direitinho. O dono da vendinha o arrematou pelo preço da compra do mês.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>bondade.</title>
		<link>http://absurdosabstratos.wordpress.com/2009/02/12/bondade/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 22:11:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bic azul</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos Absurdos]]></category>
		<category><![CDATA[bondade]]></category>
		<category><![CDATA[heroi]]></category>
		<category><![CDATA[inconsciente coletivo]]></category>
		<category><![CDATA[ingratidão]]></category>
		<category><![CDATA[misericórdia]]></category>

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		<description><![CDATA[“Me leva pra longe daqui.”, ela pediu. Nada mais justo, mas ele ainda queria ficar. Apesar de tudo.
O risco de permitir-se à bondade é ter que escolher sempre a quem você vai favorecer. Nada é mais ingrato do que o esforço pelo chamado bem comum. Reflita você sobre a relação do povo com o Estado. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=absurdosabstratos.wordpress.com&blog=1533579&post=97&subd=absurdosabstratos&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>“Me leva pra longe daqui.”, ela pediu. Nada mais justo, mas ele ainda queria ficar. Apesar de tudo.</p>
<p>O risco de permitir-se à bondade é ter que escolher sempre a quem você vai favorecer. Nada é mais ingrato do que o esforço pelo chamado bem comum. Reflita você sobre a relação do povo com o Estado. Ou melhor, pense no destino dos que tentam ser herois.</p>
<p>Como não há nada mais ingrato do que um ex-amor e nem nada mais urgente do que um amor vivo, ele se foi. Mas antes, fez questão de olhar com piedade para aqueles que lhes pagaram o bem com o mal. Entenda: piedade não é misericórdia.</p>
<p>Dos que ficaram, poucos se impressionaram, pois estavam a bravejar, perdidos em rancor.</p>
<p>Apenas um deles entendeu, afinal, o que se passava. E chorou.</p>
<p>Uma senhora, alheia a tudo, quis consolá-lo. Como não tinha um lenço que fosse, ela ofereceu a barra de sua blusa e ele aceitou.</p>
<p>“Bondade sua&#8230;”, murmurou ele.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/absurdosabstratos.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/absurdosabstratos.wordpress.com/97/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/absurdosabstratos.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/absurdosabstratos.wordpress.com/97/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/absurdosabstratos.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/absurdosabstratos.wordpress.com/97/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/absurdosabstratos.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/absurdosabstratos.wordpress.com/97/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/absurdosabstratos.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/absurdosabstratos.wordpress.com/97/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=absurdosabstratos.wordpress.com&blog=1533579&post=97&subd=absurdosabstratos&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>silêncio glorioso.</title>
		<link>http://absurdosabstratos.wordpress.com/2009/01/08/silencio-glorioso/</link>
		<comments>http://absurdosabstratos.wordpress.com/2009/01/08/silencio-glorioso/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 22:20:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bic azul</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesias Abstratas]]></category>
		<category><![CDATA[despertar]]></category>
		<category><![CDATA[dia]]></category>
		<category><![CDATA[Manhã]]></category>
		<category><![CDATA[silêncio]]></category>

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		<description><![CDATA[Já é de manhã.
Eu posso sentir
O toque delicado
Do silêncio glorioso
&#8220;Não se apresse&#8221;, ele diz
&#8220;Desfrute. Essa solidão
Breve e deliciosa
É só sua.&#8221;
Os braços e pernas
Que descansam no meu leito
São apenas ilusões
Criadas pelas dobras do cobertor.
Ao contrário da noite
Quando o vazio nos toma
Com dolorida voracidade
Pouco antes de adormecer,
Agora é de manhã.
Acordado.
Em paz.
(o pensamento não se obriga a fazer [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=absurdosabstratos.wordpress.com&blog=1533579&post=94&subd=absurdosabstratos&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Já é de manhã.<br />
Eu posso sentir<br />
O toque delicado<br />
Do silêncio glorioso</p>
<p>&#8220;Não se apresse&#8221;, ele diz<br />
&#8220;Desfrute. Essa solidão<br />
Breve e deliciosa<br />
É só sua.&#8221;</p>
<p>Os braços e pernas<br />
Que descansam no meu leito<br />
São apenas ilusões<br />
Criadas pelas dobras do cobertor.</p>
<p>Ao contrário da noite<br />
Quando o vazio nos toma<br />
Com dolorida voracidade<br />
Pouco antes de adormecer,<br />
Agora é de manhã.</p>
<p>Acordado.<br />
Em paz.</p>
<p>(o pensamento não se obriga a fazer sentido)</p>
<p>De pé.<br />
Já é hora.<br />
Bom dia.<br />
Boa sorte.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/absurdosabstratos.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/absurdosabstratos.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/absurdosabstratos.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/absurdosabstratos.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/absurdosabstratos.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/absurdosabstratos.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/absurdosabstratos.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/absurdosabstratos.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/absurdosabstratos.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/absurdosabstratos.wordpress.com/94/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=absurdosabstratos.wordpress.com&blog=1533579&post=94&subd=absurdosabstratos&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>preguiça.</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Oct 2008 17:24:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bic azul</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos Absurdos]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas do Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[casal]]></category>
		<category><![CDATA[Comfortably Numb]]></category>
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		<category><![CDATA[O Talentoso Ripley]]></category>
		<category><![CDATA[Preguiça]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[Sono]]></category>

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		<description><![CDATA[_ Oi!
_ .. hum&#8230;
_ Houston? Pode me ouvir?
_ E-eu&#8230; posso&#8230;
_ Então por que você não abre os olhos?
_ Porque eu quero dormiiiiiiiir&#8230;.
_ Chega de dormir. Ficou até tarde vendo filme porque quis.
_ Pô, tava passando O Talentoso Ripley&#8230;
_ (pela enésima vez&#8230;)
_ .. e agora eu tô R.I.P.
_ Qual dos filmes? O do Malkovich?
_ Eu sei [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=absurdosabstratos.wordpress.com&blog=1533579&post=89&subd=absurdosabstratos&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>_ Oi!<br />
_ .. hum&#8230;<br />
_ Houston? Pode me ouvir?<br />
_ E-eu&#8230; posso&#8230;<br />
_ Então por que você não abre os olhos?<br />
_ Porque eu quero dormiiiiiiiir&#8230;.<br />
_ Chega de dormir. Ficou até tarde vendo filme porque quis.<br />
_ Pô, tava passando O Talentoso Ripley&#8230;<br />
_ (pela enésima vez&#8230;)<br />
_ .. e agora eu tô R.I.P.<br />
_ Qual dos filmes? O do Malkovich?<br />
_ Eu sei que tinha o Matt Damon&#8230;<br />
_ Conseguiu ver o final dessa vez?<br />
_ Parei naquela cena do piano.<br />
_ Como &#8220;cena do piano&#8221;?<br />
_ Ah&#8230; ele toca um piano e depois sai.<br />
_ Isso é o começo do filme! Os letreiros iniciais nem tinham acabado!<br />
_ É?<br />
_ É, e se você não levantar, eu abro a porta e o Théo vai vir lamber sua boca.<br />
_ Faz isso não&#8230;<br />
_ Me dêêêêê motivos&#8230;<br />
_ Tira o Tim Maia da nossa cama já!<br />
_ Ué, vai dizer que você não gosta?<br />
_ Não é que eu comprei nas Casas Bahia. Não vai agüentar.<br />
_ Vai acooooorda&#8230; Isso vai piorar muito antes de melhorar.<br />
_ É possível?<br />
_ Claro que é&#8230; quando o Théo entrar por aquela porta com o rabo em pé&#8230;<br />
_ Nãããããããooo&#8230;<br />
_ Você vai conhecer o delicioso sabor de Whiskas.<br />
_ Tudo menos isso!<br />
_ Só uma lambidinha&#8230;<br />
_ Pôxa, amor&#8230; eu tinha umas idéias bem mais interessantes sobre &#8220;lambidinhas pela manhã&#8221;. Se tivesse me acordado do jeito certo, eu já tava de pé.<br />
_ Ah, é?<br />
_ Aham&#8230;<br />
_ Sabe que eu também tive essa idéia?<br />
_ É?<br />
_ Mas alguém aqui desmaiou quando viu o Matt Damon.<br />
_ E o que tem a ver?<br />
_ Desmaiou de calça jeans!<br />
_ (saco&#8230;)<br />
_ Se enfiar a cara no travesseiro leva tapa na bunda.<br />
_ Hoje você tá muito cruel.<br />
_ Você não viu nada.<br />
_ Vamos combinar então: conta 5 minutos no relógio e vem de novo, que tal?<br />
_ Não. Hoje é um dia muito importante. Meus pais vão vir aqui e&#8230;<br />
_ Viu? Nem é culpa minha. Por mim a gente contava.<br />
_ Já falamos sobre isso.<br />
_ Eu sei&#8230; Mas é que eu tô num soninho tão gostoso&#8230;<br />
_ Não faz essa carinha&#8230;<br />
_ Por favor, por favor&#8230;<br />
_ Tá bom, vai. Só mais 5 minutinhos.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>_ Hello&#8230; Hello &#8230; Hello<br />
_ (suspiro) &#8230;<br />
_ Is there anybody in there? &#8230; there &#8230; there &#8230;<br />
_ Tem sim e, definitivamente, comfortably numb&#8230;<br />
_ Eu cumpri minha parte, agora é a sua vez.<br />
_ I sayd no, no, no.<br />
_ Agora chega. Você tá passando dos limites!<br />
_ Por causa da preguiça ou pela Amy Winehouse?<br />
_ Ambos!<br />
_ Ah, mas eu tenho um bom motivo&#8230;<br />
_ Matt Damon?<br />
_ Não. A calça jeans. Tá ali no chão.<br />
_ Hmmm&#8230;. safadinha&#8230;<br />
_ Vem cá&#8230; vem me acordar do jeito certo&#8230;<br />
_ Não fal assim que eu não resisto.<br />
_ Nem tenta&#8230;</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>_ Hmmm&#8230;.<br />
_ Mmmm&#8230;oh<br />
_ Mmmm&#8230; miau?<br />
_ mmmm.. o quê?<br />
_ Eu ouvi um miau. Não foi você?<br />
_ Ih&#8230; esqueci a porta aberta.<br />
_ Ah&#8230; Théo! Lá vem o homem da casa!<br />
_ Tinha que ser!<br />
_ Sai, gato enxerido! Ménage à trois só quando eu escolher um homem beeeem gostoso.<br />
_ Lá vem você e suas idéias&#8230;<br />
_ Não seja preconceituosa.</p>
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