S0BR3V1V3NT3.

Baterias vazias
Braços retráteis retraídos
Um led vermelho lentamente se apaga
Capacitores perdem sua carga

E ele permaneceria assim para sempre
Se não tivesse chegado onde estava

É terça de manhã
Ele não sabe a diferença das horas
Ele apenas se apaga
Não há ninguém para religá-lo agora

(…)

Não se sabe se ele previa
A corrosão que os anos trariam

Um sensor captara a poça de teor alcalino
Uma esperança vinda dos céus, o movera até ali.

Um raio rasgou os céus
Num dia de uma semana qualquer
E ninguém viu quando, em meio à fumaça escura
Algo se moveu

É possível que não conhecesse a solidão
É provável que fosse incapaz de criar

E mesmo que não estivesse em sua programação
É certo que, de alguma forma muito particular,
Sabia o que era a vida.

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6 comentários em “S0BR3V1V3NT3.

  1. parece ficção, mas não é… muitas vezes achamos que não sobreviveremos. até que…
    gostei muito da sua ‘poesia absurda’!

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