lá e cá.

Sobre o mar aberto
Sob um céu fechado
O pensamento vaga
Enquanto o corpo se ocupa

Tudo se revela com clareza
Na câmera escura
Feito uma fotografia do futuro
Que se passa como memória

É como reflitir
Ainda que no espelho
É agir sem pensar
Ou assistir acontecer

Querer é tão humano
Buscar é tão automático
Quanto desistir
na menor dificuldade

Tudo isso
Nos aproxima e distancia
Na mais perfeita simetria
Na mais perfeita dictomia

Nada disso
Da poesia ao dia a dia
Há um traço, um ponto
Que vai ou que fica
E qual será?

Todo feito é imediato
Quase sempre fugaz
Todo discurso memorável
é só lembrança e nada mais.

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