resumindo.

_ A história é essa: ela lembraria dele para sempre. Bastava que ele não lhe negasse seus adorados cookies.
_ Ele era cozinheiro?
_ Não.
_ Ela era pobre?
_ Não e não. Ela era uma página de internet e ele era usuário de webmail.
_ Putz!
_ Que foi? Não gostou? Achei que daria uma boa história…
_ Assim, surpreende e tudo mais, mas cadê os sentimentos? Coisas que marcam a vida? Se fosse um filme, tudo se resolvia num clique!
_ Ué, e quantas pessoas se amam por tanto tempo e depois se esquecem completamente umas das outras?
_ Eu nunca esqueci ninguém que amei.
_ Lembra do nome de todos os amigos que teve até hoje?
_ Lembro! Quer dizer, acho que lembro da maioria…
_ Então! A máquina nunca se esquece, a não ser que seja forçada a isso. Que se delete sua memória, que se deteriorem suas peças, que tirem ela da tomada!
_ Só?
_ Como “só”?
_ Eu acho que passei por mais coisas do que essa sua máquina aí. Tenho direito de ter esquecido meia dúzia de sumidos.
_ Alguém te forçou a isso? Vai dizer que sua mente tem um “delete”? Porque eu vou morrer de inveja. Queria esquecer tanta coisa…
_ Aí é que está: não esqueci porque quis. Então, fui forçada a isso também.
_ !
_ Que foi? Liberei espaço em disco. É automático.
_ ….sabe que eu vou lembrar de você pra sempre?
_ …
_ …
_ Mas se você fizer algum trocadilho com “cookies”, pode ter certeza vai ficar sem.
_ Olha que eu te esqueço, hein!
_ Duvido.

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