video game III.


Acordando numa sala sem portas ou janelas, Guilherme jamais poderia precisar que horas eram, ou quanto tempo teria ficado ali. Antes que tentasse, levou um susto. A sensação de estranhamento ao acordar fora de casa que tinha na infância o seguiu tanto nos diversos quartos que freqüentou na juventude, quanto em alguns anos após o […]

video game (interlúdio).


Anos atrás. _ Amor, você não vem para a cama? _ Ainda não. Estou quase no final deste jogo. _ Ai, ai… você me diverte. _ Não há nada de mal em gostar de video game. _ Se eu achasse isso, não teria me casado com você. _ … _ Ainda é aquele jogo? _ […]

video game II.


O telefone tocou. Mas era uma festa e poucos o notaram. Guilherme acabara de receber um prêmio do Rotary Club da cidade e comemorava em grande estilo. Num discurso repleto de chavões, agradeceu aos falecidos pais, a esposa, aos filhos, alguns amigos e até aos funcionários. Lembrou o começo difícil e o modo amador com […]

video game I.


Já era a segunda vez que Guilherme lustrava o sapato e se encarava no espelho. Conferia cada detalhe e sempre acabava olhando para o relógio. Acertou o nó da gravata (que nada tinha de errado) e vestiu o terno. Apenas um dos três botões foi fechado. Fez um sinal com a mão e foi prontamente […]